Retrospectiva Ciclovia da Pampulha


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Ciclistas pedem mais segurança na ciclofaixa da Lagoa da Pampulha

Risco de acidentes na ciclofaixa e falta de diálogo da BHTrans com os ciclistas foram as principais reclamações
Grupos de ciclistas se reuniram com representantes da Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na manhã desta terça-feira (27), para discutir a situação das ciclofaixas na região da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte.

Durante a audiência pública, solicitada pelo deputado Gilberto Abramo, os ciclistas reivindicaram a mão única na pista exclusiva para bicicletas e a retirada de bloqueios físicos, como blocos de concreto e olhos de gato, usados para separar a pista para carros da ciclofaixa. Na reunião, os representantes dos ciclistas reclamaram também da falta de diálogo e mostraram fotos e vídeos que evidenciam os problemas da ciclofaixa.

O diretor de planejamento da BHTrans, Célio de Freitas, esteve presente na audiência e disse que a mão única na ciclovia é inviável, uma vez que a pista deve atender quem procura lazer, quem usa a bicicleta como meio de transporte e, também, os atletas de alto rendimento. Ele afirmou, durante o encontro, que os dois primeiros grupos devem ser priorizados e que já foi lançado um edital de licitação para oferecer bicicletas públicas em oito pontos da lagoa. Quanto aos atletas de alto rendimento, o diretor afirmou que a BHTrans está negociando um espaço para que eles possam treinar.

Os ciclistas que estavam presentes discordaram da posição do representante da BHTrans e reforçaram os problemas na região que aumentam o risco de acidentes. O presidente da Liga Mineira de Ciclismo, Demerson Gomes, afirmou que não há conflito entre os grupos de ciclistas e sugeriu que aos sábados e domingos sejam colocados cones para ampliar as ciclofaixas para o uso voltado ao lazer.

O deputado que solicitou a audiência, Gilberto Abramo, também discordou da posição do representante da BHTrans e disse que vai processar o órgão judicialmente, pois, segundo ele, foram feitos vários alertas sobre os perigos da via e nada foi feito.
 

Com informações da ALMG
Materia: O Tempo

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